No romance Nguu za Jadi da Profesa Clara Momanyi, a técnica da ironia destaca eventos contrários às expectativas. Um exemplo chave é Mtemi Lesulia alegar que não queria vencer a eleição apesar de utilizar muitos recursos. Esta análise enfatiza a sua importância no reforço dos temas do romance.
O romance Nguu za Jadi emprega a ironia como uma técnica estilística chave. A ironia é descrita como um evento contrário às expectativas do leitor. O primeiro exemplo é a cena em que Mtemi Lesulia fala aos seus apoiantes após perder a eleição. Ele disse: “Nimechoka ati. Ndio maana sikutaka kushinda. Mnajua kazi ya mtemi ina kadhia nyingi…” Isto ocorreu em sua casa, onde se trancara no quarto durante dois dias, carrancudo e a amaldiçoar todos, recusando condolências dos apoiantes. A análise destaca a ironia em vários elementos do romance. Por exemplo, Mangwasha reza para que o marido parta, mas a ideia sai pela culatra e aproxima-o dela. Isto demonstra o seu amor genuíno e caráter. Além disso, todas as desgraças no país de Matuo são atribuídas aos Waketwa, o que constitui uma injustiça (p. 6). A educação da juventude é desvalorizada devido ao tribalismo sob a liderança de Lesulia (p. 43), e Wakule são contratados em profissões inadequadas por motivos tribais (p. 44). Além disso, Lesulia carece de autoconfiança, o que leva à discriminação contra Waketwa (p. 44). Os pais negligenciam os interesses dos filhos e alguns destroem colheitas (p. 47). Soldados executam ordens sem considerar a segurança (irresponsabilidade). Lesulia expulsa Waketwa de Matango (p. 96) e o juiz que preside aos seus direitos é demitido. Mrima considera a humanidade insignificante (p. 107) e Sagilu mantém relações com Cheiya contra o seu filho (p. 121). A colaboração entre Sagilu e Mrima é irónica dada a sua inimizade anterior. Chifu Mshabaha pede ajuda financeira a Mangwasha (p. 154) e Lesulia alega que não queria vencer apesar de usar recursos públicos (p. 177). Estes pontos ilustram como a ironia contribui para retratar a injustiça, o tribalismo, o egoísmo e a importância da bondade no romance.