Uma única injeção de mRNA pode reduzir pela metade a taxa de erros cromossômicos em óvulos humanos de mulheres mais velhas, segundo uma nova pesquisa apresentada em uma conferência em Londres. O tratamento tem como alvo uma deficiência de proteína que contribui para a aneuploidia, uma causa comum de falhas em fertilização in vitro (FIV) e abortos espontâneos. Os pesquisadores afirmam que a abordagem é promissora para melhorar os resultados de fertilidade.
As descobertas foram compartilhadas por Agata Zielinska, da Ovo Labs, na conferência da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia em Londres, no dia 6 de julho. Em experimentos com 111 óvulos imaturos de mulheres com idades entre 22 e 43 anos, a injeção de mRNA que codifica a proteína shugoshin-1 reduziu a separação prematura dos cromossomos de 53% nos óvulos não tratados para 29% nos tratados. Para doadoras com mais de 35 anos, as taxas de aneuploidia tiveram uma média de 65% sem o tratamento e 44% com ele. Embora a diferença não tenha sido estatisticamente significativa devido ao tamanho reduzido das amostras, os resultados estão alinhados com estudos anteriores em camundongos que produziram descendentes saudáveis. Nenhum efeito colateral foi observado nos testes em humanos ou camundongos. A equipe, que chama a terapia de EmbryoProtect, planeja adaptá-la para a FIV padrão usando óvulos imaturos e espera que o custo seja muito inferior ao de um ciclo completo de tratamento.