Pesquisadores alcançaram os primeiros nascimentos vivos em um animal de grande porte usando um método experimental de fertilização in vitro que amadurece óvulos altamente imaturos em laboratório. O avanço em ovelhas pode, eventualmente, ajudar a impulsionar as opções de tratamento de fertilidade humana, particularmente para aqueles afetados por terapias contra o câncer.
Helen Picton, da Universidade de Leeds, e seus colegas coletaram folículos ovarianos de ovelhas e os expuseram a uma mistura de hormônios e fatores de crescimento. Cerca de 60 por cento se desenvolveram em óvulos maduros, dos quais 30 por cento foram fertilizados para criar embriões. Esses embriões foram implantados em 18 ovelhas, resultando em uma cordeira nascida no início de 2024 e mais quatro nascimentos este ano. A primeira cordeira deu à luz, posteriormente, dois filhotes. Picton apresentou as descobertas na conferência da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, em Londres, no dia 7 de julho. Especialistas não envolvidos no trabalho descreveram os resultados como um grande avanço, embora sejam necessários mais estudos em humanos, o que pode levar de cinco a dez anos para obter aprovação.