Cientistas identificam proteína ligada ao declínio da fertilidade feminina

Pesquisadores apresentaram na conferência Fertility 2026, em Edimburgo, na Escócia, evidências de que a redução de uma proteína específica contribui para a deterioração dos óvulos com a idade nas mulheres. O estudo, ainda não revisado por pares, sugere que restaurar essa proteína pode melhorar a qualidade dos óvulos em fertilizações in vitro. Especialistas veem o trabalho como um passo promissor, embora não resolva todos os casos de infertilidade.

Cientistas estão avançando na compreensão do declínio da fertilidade feminina com a idade, um mistério central na reprodução humana. Apresentado na conferência Fertility 2026, em Edimburgo, o estudo liderado por Melina Schuh, do Instituto Max Planck, e Agata Zielinska, cofundadora da Ovo Labs, identificou a queda nos níveis da proteína Shugoshin como fator chave. Essa proteína, cujo nome japonês significa 'espírito guardião', protege as proteínas de coesão que mantêm os cromossomos unidos nos óvulos.

As mulheres nascem com um estoque vitalício de oócitos, cerca de 7 milhões no feto e 1 milhão ao nascer, que ficam em pausa por décadas até a ovulação. Durante essa espera, as cópias pareadas de cromossomos podem se separar prematuramente, levando à aneuploidia — número errado de cromossomos —, principal causa de infertilidade e falhas em FIV. 'Isso cria grandes problemas no nível cromossômico, porque eles ficam meio que esperando por anos nos humanos, o que é insano de certa forma', explica Paula Cohen, diretora do Centro de Ciências Reprodutivas da Universidade Cornell.

No experimento com células de camundongos e humanas, a restauração da Shugoshin via RNA mensageiro aumentou óvulos com cromossomos intactos de cerca de metade para quase três quartos. 'Se você quer desenvolver estratégias para melhorar a qualidade dos óvulos e criar formas clínicas de realmente ajudar casais a conceberem, é preciso entender o que está dando errado no nível molecular', diz Zielinska.

Cientistas independentes, como Michael Lampson, da Universidade da Pensilvânia, destacam que o foco anterior era nas proteínas coesinas, mas proteger as restantes faz sentido. Binyam Mogessie, da Universidade Yale, nota recuperação parcial e planeja testes de medicamentos. Cohen alerta que não resolve tudo: 'Isso não resolverá o problema de todo mundo... mas estamos muito mais avançados do que há apenas 10 anos.' A Ovo Labs planeja ensaio clínico para testar a intervenção em FIV, enquanto outro estudo na Nature Aging simula envelhecimento em óvulos de camundongos para investigar falhas.

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