Um novo embate surgiu entre o prefeito de Santiago, Mario Desbordes, e o defensor da infância, Anuar Quesille, sobre a implementação da Lei Aula Segura em escolas locais. Quesille rejeitou as alegações de oposição de sua instituição à lei como um 'mito', enquanto Desbordes o acusou de se alinhar com quem justifica a violência. Essa disputa revive tensões anteriores de novembro.
O desacordo entre Mario Desbordes, prefeito de Santiago pelo Renovación Nacional, e Anuar Quesille, defensor da infância, escalou nesta sexta-feira em torno da Lei Aula Segura, destinada a proteger os ambientes escolares da violência.
Desde novembro, Desbordes criticara Quesille por uma Ação de Tutela Administrativa protocolada pela Defensoria contra o uso da lei no Internado Nacional Barros Arana (INBA), acusando-o de obstruir os esforços municipais e apoiar agressores. Quesille negou endossar qualquer violência em ambientes educacionais.
Em entrevista à Rádio T13, Quesille afirmou que a suposta oposição da Defensoria à lei é "um mito instalado pelo prefeito Desbordes". Ele elaborou: “Essa lei tem problemas de padrões de cumprimento (…), mas no meu papel de defensor da infância, eu nunca poderia impedir uma autoridade ou alguém de aplicar uma lei em vigor.”
A Prefeitura emitiu uma nota em resposta, com Desbordes dizendo: “Lamento que o Defensor da Infância esteja do lado daqueles que promovem ou justificam a violência e não do lado da vasta maioria dos alunos e famílias que só querem estudar em paz.” A diretora de Educação Pilar Lazo acrescentou que as declarações de Quesille "carecem de base legal e mostram um completo desconhecimento da realidade" enfrentada pelas comunidades educacionais, dificultando os serviços adequados.
A prefeitura apontou números como os atuais 200 alunos do INBA, comparados aos históricos 2.000, e a redução pela metade das matrículas no Liceo de Aplicación de 2021 a 2024, atribuída à “violência extrema”. Essas posições destacam as tensões contínuas na gestão da segurança escolar em Santiago.