Uma análise recente revisada por pares desafiou as alegações de que a recuperação dos lobos no Parque Nacional de Yellowstone desencadeou uma mudança dramática em todo o ecossistema. Os pesquisadores argumentam que um estudo de 2025 superestimou os efeitos no crescimento dos salgueiros devido a métodos falhos.
A análise, publicada na Global Ecology and Conservation, reexaminou dados de pesquisas anteriores e não encontrou evidências de um aumento generalizado no crescimento dos salgueiros em todo o parque após o retorno dos lobos.
O autor principal, Dr. Daniel MacNulty, da Universidade Estadual de Utah, afirmou que as conclusões originais basearam-se em um raciocínio circular em modelos estatísticos que usaram a altura da planta tanto para calcular quanto para prever o volume dos salgueiros.
O coautor, Dr. David Cooper, da Universidade Estadual do Colorado, observou que os efeitos parecem modestos e variam de acordo com a localização, sendo influenciados por fatores como hidrologia e pastoreio.
O novo trabalho contrasta com o estudo de 2025 de Ripple et al. e se alinha mais estreitamente com as descobertas de Hobbs et al. em 2024, que relataram apenas efeitos fracos de cascata trófica.