Especialistas recomendam pagar o Imposto de Renda à vista se possível, mas o parcelamento em até oito vezes pela Receita Federal é melhor que contratar empréstimos. Os juros do parcelamento são de 1% mais Selic acumulada, inferiores às taxas de consignados, cheque especial e cartão de crédito. Simulações mostram economia significativa ao evitar dívidas mais caras.
Contribuintes com Imposto de Renda (IR) a pagar nesta temporada podem optar pelo pagamento à vista ou parcelamento em até oito vezes. Cíntia Senna, educadora financeira da Dsop, afirma que "mesmo com a taxa Selic em 14,75%, o juro cobrado nessa operação é menor do que em qualquer outra modalidade de empréstimo".
A Receita Federal cobra 1% de juros na segunda parcela e, a partir da terceira, adiciona a Selic proporcional acumulada mensalmente, que equivale a cerca de 1,15% ao mês com a taxa atual de 14,75% ao ano. Em simulação de R$ 1.000 parcelados em oito vezes, os juros somam cerca de R$ 40, ou 4% do total.
Comparando com empréstimos, o site do Banco Central mostra taxas mínimas como 1,48% ao mês para consignado INSS e 1,24% para crédito pessoal, resultando em R$ 103,61 de juros no mesmo exemplo —10% a mais. Senna ressalta que taxas abaixo de 0,49% mensais (6% ao ano) seriam necessárias para empatar, sem contar IOF e tarifas extras.
Thaisa Durso, da Rico, sugere usar reserva de emergência para pagamento à vista, pois evita os juros da Selic mais 1%. No entanto, priorizar quitar dívidas caras como cartão de crédito (até 400% ao ano) ou cheque especial faz sentido ao parcelar o IR. Pagamentos usam DARF via e-CAC ou débito automático, recalculados mensalmente no Sicalc.