O representante Ro Khanna, democrata da Califórnia, criticou o Departamento de Justiça por perder o prazo para liberar arquivos não classificados relacionados a Jeffrey Epstein. Em entrevista à NPR, ele enfatizou a necessidade de transparência em relação a documentos retidos que poderiam implicar figuras poderosas. Khanna e seu coautor republicano pressionam o Congresso para intervir.
O Departamento de Justiça falhou em cumprir um prazo legal duas semanas antes de 2 de janeiro de 2026 para divulgar o conjunto completo de arquivos não classificados da investigação sobre Jeffrey Epstein, o agressor sexual condenado. Essa liberação incompleta gerou reações bipartidárias e demandas por accountability do DOJ.
Falando no Morning Edition da NPR com a apresentadora Michel Martin, o Dep. Ro Khanna, D-Calif., argumentou que o departamento deveria ter começado a preparar os volumosos arquivos para liberação meses antes. Os arquivos provêm da Lei de Transparência dos Arquivos de Epstein, que Khanna coescreveu com o Dep. Thomas Massie, R-Ky., e que foi sancionada pelo presidente Trump. A lei visava promover a abertura sobre a rede de Epstein.
Khanna expressou maior preocupação com a decisão do DOJ de reter certos documentos do que com o atraso em si. "Queremos ver as declarações das sobreviventes ao FBI, onde elas nomeiam outros homens ricos e poderosos que abusaram delas ou encobriram os crimes. E queremos ver os rascunhos dos memorandos de acusação que explicam por que muitos homens estavam envolvidos no encobrimento e abuso", afirmou.
Os legisladores, junto com a ex-Dep. Marjorie Taylor Greene, R-Ga., realizaram uma coletiva de imprensa em 18 de novembro de 2025 no Capitólio dos EUA enquanto a Câmara considerava a legislação de transparência. Khanna destacou o papel potencial do Congresso em acelerar o processo, sublinhando a importância da divulgação completa para a confiança pública e justiça às vítimas.