Grupos ambientais denunciam que a Royal Caribbean continua as obras em Mahahual, Quintana Roo, apesar da ordem de fechamento da Profepa em 2 de fevereiro por falta de autorização de impacto ambiental. Vídeos de 4 de fevereiro mostram máquinas operando na área fechada, contradizendo as promessas da empresa. Além disso, um tribunal suspendeu as mudanças de uso do solo para o projeto Perfect Day.
O projeto Perfect Day da Royal Caribbean em Mahahual enfrenta múltiplos obstáculos legais e ambientais. Na sexta-feira, 2 de fevereiro, a Procuradoria Federal de Proteção ao Meio Ambiente (Profepa) impôs um fechamento temporário total às obras por falta de autorização de impacto ambiental. As atividades proibidas incluem o aterramento e compactação de uma estrada em vegetação de selva baixa costeira com manguezais, além de demolição e coleta de entulhos. A associação Defendendo o Direito a um Ambiente Saudável (DMAS) relatou que as obras continuam, com vídeos de 4 de fevereiro mostrando máquinas removendo a selva na área fechada. “As obras continuam apesar do fechamento, o que vamos denunciar à Profepa”, afirmou a DMAS ao El Financiero. A empresa havia assegurado que nenhuma obra prosseguiria após a suspensão, mas não respondeu imediatamente às acusações de descumprimento. Além disso, o Sexto Tribunal de Distrito em Quintana Roo concedeu uma suspensão definitiva que paralisa os efeitos das mudanças ao Plano Municipal de Desenvolvimento Urbano, autorizadas para viabilizar o megaproyecto. Essas mudanças, segundo a DMAS, são ilegais e alteram um plano que antes limitava o desenvolvimento devido à dependência de cruzeiros. A Royal Caribbean manifestou apoio a uma consulta pública se exigida pela Semarnat durante a avaliação da Manifestação de Impacto Ambiental. “Somos os primeiros interessados em realizar essa consulta pública”, disse Ari Adler Brotman, presidente da companhia de cruzeiros no México. A empresa argumenta que o fechamento da Profepa não afeta diretamente o Perfect Day, mas se refere à demolição de um antigo parque aquático, prevendo um atraso na abertura até o início de 2028. Mahahual, segundo maior destino de cruzeiros do México com 2,4 milhões de visitantes no último ano, não possui infraestrutura para triplicar seu fluxo com este projeto, gerando preocupações ambientais e sociais.