O Primeiro-Ministro espanhol Pedro Sánchez anunciou em Paris que iniciará consultas com grupos políticos para discutir possíveis contribuições de tropas para a Ucrânia uma vez alcançado um cessar-fogo. A proposta segue uma reunião da Coligação de Voluntários, onde foi acordado um quadro para garantias de segurança ao país invadido. Sánchez enfatizou a vontade da Espanha de consolidar a paz com as suas forças armadas, semelhante a missões anteriores noutros conflitos.
No dia 6 de janeiro de 2026, em Paris, Pedro Sánchez participou na reunião da Coligação de Voluntários, um grupo de 35 países que aborda a resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia. Após o encontro, Sánchez revelou que a partir de segunda-feira realizará consultas com a maioria dos grupos parlamentares para explicar como a Espanha poderia juntar-se ao esquema de garantias de segurança pós-cessar-fogo, incluindo possível participação de capacidades militares espanholas.
«O Governo de Espanha proporá que abramos a porta à participação de capacidades militares na Ucrânia», declarou Sánchez. Acrescentou: «Estamos dispostos, como fizemos em muitas outras latitudes do planeta, a consolidar a paz com a presença das forças armadas espanholas.» Esta opção enquadra-se em duas áreas: reconstrução do território ucraniano e garantias de segurança decididas pela coligação.
Na mesma reunião, Emmanuel Macron, Keir Starmer e Volodymyr Zelensky assinaram um documento que compromete com o destacamento de uma força multinacional em caso de cessar-fogo, supervisionado pelos Estados Unidos. Sánchez assinalou que um acordo para o quadro de segurança está próximo e que Espanha deve fazer parte do esforço, recordando o apoio anterior: destacamento de tropas no flanco oriental da NATO, um acordo de segurança bilateral no valor de mil milhões de euros em 2024 e 2025, formação de militares ucranianos em Espanha e acolhimento de mais de 250.000 refugiados.
Antes de qualquer destacamento, a Lei de Defesa exige autorização prévia do Congresso. Com a relutância dos partidos de esquerda, Sánchez poderá precisar do apoio do PP. «Há uma porta aberta à esperança de que 2026 seja o ano em que esta guerra termine», concluiu Sánchez, defendendo uma paz justa e duradoura.