Escândalos nos serviços de proteção à infância da Catalunha, o caso DGAIA, provocaram acusações da oposição ao governo de Salvador Illa por bloquear investigações sobre irregularidades geridas anteriormente pelo ERC. Um relatório da Sindicatura de Cuentas revela pagamentos indevidos de 167,56 milhões de euros de 2016 a 2024, incluindo 4,7 milhões da DGAIA. Illa defende sua administração e anuncia mudanças para maior transparência.
Na última sessão de controle do Govern no Parlament, partidos como PP, Vox, CUP e Aliança Catalana acusaram o executivo liderado pelo PSC de obstruir a investigação sobre a gestão da DGAIA, supervisionada principalmente pelo ERC de 2016 a 2024. O presidente Salvador Illa respondeu com raiva: «Não estou encobrindo nada nem preciso fazê-lo, mas não darei crédito a queixas falsas e insinuações.» Sobre a interpelação da CUP a uma testemunha protegida que relatou pagamentos irregulares, Illa acrescentou: «Se há pessoas denunciando coisas feitas errado no passado, não devem se esconder atrás de uma máscara; devem denunciar onde devem.»
Um educador social alertou o Síndic de Greuges e o Escritório Antifraude sobre pagamentos indevidos da DGAIA a ex-jovens tutelados que não cumpriam os requisitos. O relatório da Sindicatura de Cuentas de junho identificou 167,56 milhões de euros em benefícios sociais irregulares, dos quais 7,17 milhões prescritos e 4,7 milhões diretamente da DGAIA em auxílios como renda garantida ou benefícios de dependência. Um relatório anterior de novembro de 2024 destacou irregularidades em contratações de emergência de 2016 a 2020.
O Govern promoveu reformas, incluindo a demissão em março da diretora Isabel Carrasco e do subdiretor Joan Mayoral, e uma mudança de nome para DGPPIA em junho. A conselheira Mònica Martínez Bravo declarou: «Trata-se de deixar a DGAIA para trás, refundá-la para torná-la mais eficaz.» O Escritório Antifraude está investigando possíveis responsabilidades em adjudicações a entidades como a UTE Fundació Mercè Fontanilles-Fundació Resilis e Plataforma Educativa, que gerenciaram mais de 300 milhões de euros de 2016 a 2023. O Ministério Público demonstra interesse, e o Tribunal de Contas abriu um processo em outubro. Uma comissão parlamentar foi criada naquele mês para investigar o caso.