Lojas no Hotel Habana Libre fecham até a chegada do dólar americano

As lojas do Hotel Habana Libre em Havana fecharam temporariamente, com uma placa indicando que reabrirão apenas em dólares americanos, destacando a tendência contínua de dolarização na economia cubana.

No coração de El Vedado, as galerias comerciais do Hotel Habana Libre exibem uma placa improvisada colada no vidro: «Closed. To be reopened soon in USD». Este passo, relatado por Natalia López Moya do 14ymedio, elimina o uso da moeda nacional, o peso cubano, e sinaliza uma nova fase na evolução desses espaços. O complexo comercial, outrora glamoroso e exclusivo, passou por etapas de desgaste significativo, com corredores vazios e entradas principais seladas. Agora, ele se volta para vendas em moeda estrangeira, um caminho que marginaliza aqueles que dependem apenas de pesos. A dolarização em Cuba altera não apenas os métodos de pagamento, mas também eleva os padrões dos estabelecimentos: iluminação renovada, ar-condicionado eficiente, uniformes novos para os funcionários e mercadorias de maior qualidade. Na reabertura, espera-se que os vazamentos nos corredores sejam consertados, removendo o papelão sujo que cobria poças e dissipando o cheiro persistente de mofo. Essa tendência ressalta como, na Cuba contemporânea, reparos e renovações chegam principalmente via dólar americano, encarnado em notas com Washington ou Lincoln. A decisão precipitada, sem logotipos ou carimbos, reflete a natureza improvisada das escolhas econômicas da nação.

Artigos relacionados

Protesters marching in Havana streets at night during blackouts caused by fuel crisis, with signs blaming the U.S. blockade.
Imagem gerada por IA

Cuba admite esgotamento de reservas de combustível em meio a protestos

Reportado por IA Imagem gerada por IA

O ministro de energia de Cuba, Vicente de la O Levy, declarou que o país não possui reservas de diesel ou óleo combustível para suas usinas termelétricas. A situação causou apagões generalizados e protestos esporádicos em Havana. O presidente Miguel Díaz-Canel atribuiu a crise ao bloqueio energético dos EUA.

A moeda americana fechou em queda na sexta-feira, cotada a 3.439,85 pesos nas operações de "Next Day", influenciada pelo feriado de Juneteenth nos Estados Unidos e pelas eleições presidenciais próximas.

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar