O ministro da Economia Joaquín Alonso Vázquez enquadrou as novas medidas de dolarização parcial do governo — detalhadas nas resoluções da semana passada — como uma ponte temporária para a desdolarização total e o 'socialismo com características cubanas'. A política permite que entidades privadas retenham 80% dos ganhos em moeda estrangeira enquanto constroem um mercado formal de câmbio.
As resoluções, publicadas em 11 de dezembro no Gaceta Oficial e em vigor a partir de 17 de dezembro, baseiam-se no quadro de gestão de moedas estrangeiras, permitindo compras diretas em pesos do Estado e autorizando contas bancárias privadas para transações e importações.
Vázquez enfatizou o objetivo final de transações apenas em pesos para o desenvolvimento sustentável, afirmando: 'Não estamos construindo o capitalismo... estamos construindo um socialismo com as características do nosso país.' Isso segue reformas malsucedidas como as diretrizes do Partido Comunista de 2011 e a Tarefa de Reordenação de 2021, que falharam em conter a inflação, déficits e mercados informais como El Toque. O PIB de Cuba contraiu 11% em cinco anos, agravando crises de liquidez que anteriormente proibiam a repatriação de ganhos em moeda estrangeira por empresas e embaixadas.
Críticos observam que as aprovações centralizadas do Ministério da Economia para operações podem limitar a autonomia privada, tratando o acesso ao dólar como um privilégio. O ex-ministro Alejandro Gil, agora preso perpétuamente, defendeu abordagens híbridas anteriores. Não há cronograma para reverter a dolarização parcial, sugerindo uso prolongado de dupla moeda.