O vice-presidente Carlos Cuerpo defendeu as modificações orçamentárias no Senado e insistiu que os fundos europeus foram destinados exclusivamente ao Plano de Recuperação.
O governo da Espanha negou na terça-feira o uso de fundos europeus para pagar pensões, após acusações do Partido Popular baseadas em um relatório do Tribunal de Contas. O documento indicou que, em 2024, cerca de 2,3894 bilhões de euros de excedentes da UE cobriram pensões de classes passivas e complementos mínimos.
O ministro da Economia, Carlos Cuerpo, afirmou ao Senado que a reprogramação orçamentária é uma ferramenta comum e transparente. Este ano, as autoridades já ajustaram 32 bilhões de euros, incluindo 7,3 bilhões para danos causados por tempestades e 10,3 bilhões para o fundo Spain Crece.
O governo ressaltou que a Comissão Europeia libera fundos mediante o cumprimento de metas, independentemente dos gastos efetivos, e que tais operações de tesouraria não prejudicam os interesses financeiros da UE. Na Alemanha, veículos como o Bild classificaram o caso como "absolutamente inaceitável" e exigiram uma fiscalização mais rigorosa.