Um novo estudo mostra que a água confinada em espaços minúsculos não é inerentemente mais reativa do que a água em volume. Em vez disso, as altas pressões que se desenvolvem naturalmente dentro desses espaços explicam a maioria das mudanças observadas na química.
Pesquisadores utilizaram simulações de aprendizado de máquina para examinar a água presa entre folhas de grafeno e nitreto de boro hexagonal. Eles descobriram que as forças de van der Waals puxam as folhas umas contra as outras, gerando pressões de vários gigapascais sem qualquer força externa. Quando os sistemas foram comparados sob o mesmo potencial químico, o efeito do confinamento praticamente desapareceu. O autor principal, Xavier R. Advincula, afirmou que o confinamento por si só não altera intrinsecamente a reatividade da água. O material circundante ainda é importante. Em gotículas confinadas por nitreto de boro hexagonal, íons de hidróxido ligaram-se à superfície e aumentaram a dissociação. O grafeno não produziu tal efeito devido à sua química inerte. As descobertas, publicadas na revista Science Advances, oferecem um princípio de design para dispositivos em nanoescala. Elas podem influenciar o desenvolvimento de baterias, células de combustível e membranas ao demonstrar como ajustar a reatividade por meio da pressão e das interações de superfície.