Dezenas de milhares de manifestantes marcharam por Madri no domingo para exigir a regulação dos aluguéis e denunciar abusos por parte de proprietários e especuladores.
A manifestação, convocada pelo Sindicato de Inquilinas sob o lema “La vivienda nos cuesta la vida”, partiu da estação de Atocha em direção à área de Sevilla. Os organizadores estimaram a presença entre 80.000 e 100.000 pessoas, enquanto a Delegação do Governo fixou a participação em 23.000.
Os manifestantes exigiram contratos de aluguel por tempo indeterminado, uma redução de 50% nos preços dos aluguéis e um salário mínimo e pensões de 1.500 euros. Segundo o sindicato, os aluguéis em Madri subiram mais de 50% nos últimos cinco anos e muitas famílias gastam mais de 70% de sua renda com moradia.
A porta-voz Alicia del Río defendeu a “desobediência” como uma ferramenta legítima contra o que chamou de “ditadura do rentismo”. A marcha contou com a presença de líderes sindicais como Unai Sordo e Pepe Álvarez, além de Irene Montero e representantes das centrais Comisiones Obreras e UGT.