Mais de mil manifestantes marcharam por Santander no sábado sob o lema 'Cantabria para vivir' para protestar contra a prioridade dada ao turismo e a fundos de investimento em detrimento dos residentes.
A marcha, realizada em 6 de junho, reuniu sindicatos de habitação, defensores de serviços públicos e pessoas afetadas por fundos de investimento. Os participantes exigiram que o turismo sirva apenas como um complemento e não como um eixo que expulsa os residentes. Diego San Gabriel, porta-voz do 'Cantabria no se vende', criticou a prefeita Gema Igual por rejeitar uma taxa turística e comparou o turismo a um cuco que se aproveita dos ninhos alheios. O descaso com o Artigo 47 da Constituição sobre o direito à moradia também foi denunciado. Um grupo de inquilinos da Rua Hermanos Calderón, cujas casas foram vendidas pela Mosaic Propco para um fundo de Luxemburgo, juntou-se ao protesto. Sua porta-voz, Laura, lamentou que o direito de preferência não tenha sido oferecido e afirmou que continuarão se manifestando para defender o Artigo 47.