No primeiro ano de um segundo mandato, o presidente Donald Trump redefiniu 'America First' como um uso agressivo do poder unilateral dos EUA globalmente, em vez de isolacionismo. Ações incluem bloqueios a petroleiros venezuelanos, tarifas sobre aliados e esforços para encerrar conflitos como a guerra em Gaza. Críticos questionam a sustentabilidade desses acordos transacionais e o estresse nas alianças.
O segundo mandato do presidente Donald Trump testemunhou uma mudança ousada na política externa dos EUA, enfatizando ações unilaterais agressivas sob a bandeira de 'America First'. Longe de se retirar do mundo, Trump escalou pressões sobre adversários e aliados para remodelar as dinâmicas globais em favor dos EUA.
Movimentos chave incluem um bloqueio recente a todos os petroleiros entrando ou saindo da Venezuela que aparecem nas listas de sanções dos EUA, intensificando a campanha contra o presidente Nicolás Maduro. Isso se encaixa em esforços regionais mais amplos, como ataques mortais a barcos de drogas, acúmulo militar no Caribe, medidas de imigração e um resgate de US$ 20 bilhões para a Argentina. Trump invocou a Doutrina Monroe para afirmar a dominância dos EUA no Hemisfério Ocidental, contrapondo influências da China e Rússia. Como relatou Franco Ordoñez da NPR, Trump vê o mundo através de 'esferas de influência', priorizando as Américas enquanto busca acordos com a Rússia para encerrar a guerra na Ucrânia.
Trump se gaba de grandes conquistas, alegando que 'restaurou a força americana, resolveu oito guerras em 10 meses, destruiu a ameaça nuclear iraniana e encerrou a guerra em Gaza, trazendo, pela primeira vez em 3.000 anos, paz ao Oriente Médio'. Isso inclui a libertação de reféns em Gaza, um cessar-fogo lá que conteve a pior violência, e acordos de paz de curto prazo entre Armênia e Azerbaijão, bem como Ruanda e República Democrática do Congo — embora o último já tenha colapsado.
Outras ações abrangem tarifas como armas contra aliados, declaração de guerra a cartéis de drogas e aproximação com o presidente russo Vladimir Putin. A Casa Branca descreve isso como cumprimento de promessas para acordos de comércio justo, aumento nos gastos de defesa dos aliados e eliminação de 'narcoterroristas' para melhorar a segurança global.
Críticos, no entanto, destacam riscos. Stewart Patrick, do Carnegie Endowment, chamou isso de 'segunda Revolução Americana', com Trump declarando 'independência do mundo que os Estados Unidos criaram'. A ex-embaixadora Wendy Sherman, que serviu sob três presidentes, descreveu a abordagem como transacional, mas excessivamente bilateral e solitária, erodindo a confiança com aliados por meio de intimidação pública. Sobre a Ucrânia, ela observou negociações fracassadas em que Putin manipulou enviados dos EUA, pois a inteligência confirma a intenção da Rússia de se apoderar de toda a Ucrânia. Benjamin Gedan, ex-funcionário de Obama, criticou a estratégia militar-em-primeiro-lugar na América Latina como 'má medicina', defendendo em vez disso investimento, comércio e ajuda à aplicação da lei para contrabalançar o papel crescente da China.
Sherman questionou a sustentabilidade dos acordos, apontando mortes contínuas em Gaza e assentamentos na Cisjordânia apesar do cessar-fogo. Ela aconselhou o uso de equipes diplomáticas completas, inteligência e aliados como o Reino Unido e França, enfatizando que negociações com agressores como a Rússia não são entre iguais.