O presidente Donald Trump alertou na segunda-feira que os Estados Unidos atacarão todas as pontes e usinas de energia no Irã até a noite de terça-feira, a menos que um acordo seja alcançado para abrir o Estreito de Ormuz. Durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, ele detalhou uma bem-sucedida missão de resgate de dois aviadores americanos abatidos, enquanto evitou responder a perguntas sobre possíveis crimes de guerra. O Irã rejeitou uma proposta de cessar-fogo em meio aos esforços diplomáticos contínuos de mediadores regionais.
O presidente Donald Trump realizou uma longa coletiva de imprensa na Casa Branca em 6 de abril, acompanhado pelo Secretário de Defesa Pete Hegseth, pelo Diretor da CIA John Ratcliffe e pelo Chefe do Estado-Maior Conjunto, Gen. Dan Caine. O evento focou no resgate de dois aviadores dos EUA cujo caça F-15 foi abatido por forças iranianas no oeste do Irã na última sexta-feira. Trump descreveu a operação como um esforço 'massivo' envolvendo 155 aeronaves, incluindo bombardeiros e reabastecedores, que extraíram o oficial de sistemas de armas gravemente ferido de uma fenda na montanha após quase dois dias em fuga. 'Nas forças armadas dos EUA, não deixamos nenhum americano para trás', disse Trump, chamando a decisão de 'arriscada', mas essencial, apesar das recompensas iranianas e das buscas que complicaram a missão. Ele culpou os vazamentos da mídia por colocar os aviadores em perigo, prometendo perseguir os responsáveis pelos vazamentos e exigindo que os veículos de imprensa revelem suas fontes sob ameaça de prisão, embora não tenha citado nenhuma empresa específica. A CBS News, o The New York Times e a CNN foram alguns dos primeiros a relatar o incidente, citando autoridades dos EUA. Trump reiterou as ameaças postadas nas redes sociais durante o fim de semana da Páscoa, incluindo exigências profanas para 'Abrir a porra do Estreito, seus bastardos loucos'. Ele especificou que os ataques a 'cada ponte' e 'cada usina de energia' começariam na terça-feira às 20h (horário do leste dos EUA) — denominado 'Dia da Usina e Dia da Ponte' — caso o Irã não cumpra, potencialmente ao longo de quatro horas e devastando a recuperação por um século. Questionado se tais ações constituiriam crimes de guerra, Trump respondeu: 'Espero não ter que fazer isso', enquanto alegava que muitos iranianos apoiam os ataques contra seu regime. O Irã rejeitou uma proposta de cessar-fogo de 45 dias apoiada pelos EUA por meio de mediadores como Paquistão, Egito e Turquia, respondendo com exigências para um fim permanente, alívio de sanções e compensação. Autoridades iranianas condenaram as ameaças como desespero e incitação a atrocidades, segundo a mídia estatal. A guerra, que já dura mais de cinco semanas, viu os EUA realizarem ataques a mais de 13.000 alvos, mas o Irã mantém seu bloqueio, elevando os preços da gasolina nos EUA para US$ 4 por galão.