Cientistas da UCLA desenvolveram uma nova forma de óxido de zinco para protetores solares minerais que oferece proteção FPS 30, deixando menos resíduos visíveis na pele. A abordagem remodela as partículas em tetrapodes microscópicos para superar uma barreira comum ao uso regular.
O estudo, publicado na ACS Materials Letters, focou em alterar a estrutura física do óxido de zinco em vez de desenvolver novos ingredientes químicos. As partículas padrão frequentemente se agrupam e espalham a luz visível, criando uma película branca ou acinzentada que é especialmente perceptível em tons de pele mais escuros.
Pesquisadores liderados por Paul S. Weiss e pelo primeiro autor AJ Addae testaram as partículas em formato de tetrapode em laboratório e em experimentos de aplicação na pele. As fórmulas permaneceram estáveis ao longo do tempo e produziram uma aparência mais quente, próxima aos tons naturais da pele, sem a necessidade de pigmentos adicionais.
Weiss afirmou que melhorar a aparência do protetor solar pode incentivar o uso consistente e apoiar a prevenção do câncer de pele. Addae destacou que sua frustração pessoal com os produtos existentes serviu de motivação para o trabalho, que também conta com a colaboração do departamento de dermatologia da UCLA Health.
Segundo os pesquisadores, mais testes são necessários antes da disponibilidade comercial.