Um estudo da Universidade dos Andes revela que elevar o imposto sobre cigarros para 11.200 pesos por maço reduziria a receita fiscal em 75% e elevaria as receitas do contrabando para mais de 900 bilhões de pesos anualmente. Os autores observam que as vendas legais despencariam enquanto o mercado ilegal se expandiria. O governo pretende arrecadar 2,5 trilhões de pesos com impostos sobre tabaco e bebidas alcoólicas.
A Universidade dos Andes divulgou o estudo 'Impostos sobre Cigarros, Contrabando, Receita Fiscal e Renda do Crime Organizado', de autoria de Daniel Mejía e Juan Manuel Lozano. O trabalho avalia a política tributária sobre o tabaco sob três perspectivas: redução do consumo de tabaco, sustentabilidade financeira territorial e receitas criminosas provenientes do contrabando. No atual imposto de 4.068 pesos por maço, o consumo anual é de cerca de 368 milhões de maços. Eliminar o imposto faria esse número subir para 470 milhões, um aumento de 28%. No entanto, com a proposta do governo de 11.200 pesos por maço sob um decreto de emergência econômica, o consumo total cairia apenas 9,5%, para 333 milhões, com as vendas legais despencando entre 80% e 90%. Isso reduziria a receita fiscal em 75%, de 970 bilhões para 240 bilhões de pesos, impactando o financiamento departamental para saúde e esportes. As receitas do contrabando, ligadas a grupos criminosos, subiriam de 395 bilhões para mais de 900 bilhões de pesos. "Além de um certo limite tributário, a receita entra na parte descendente de uma curva de Laffer", afirma o documento. O mercado ilegal já supera 35% do total nacional em áreas como a Costa Atlântica, Norte de Santander, Antioquia, Chocó e Tolima, causando mais de 1 trilhão de pesos em perdas fiscais. Enquanto isso, o Ministério da Saúde argumenta que o imposto protege a saúde pública.