O BTG Pactual identificou atividades atípicas no Pix na manhã de domingo, 22 de março de 2026, resultando na suspensão temporária do serviço após desvio de cerca de R$ 100 milhões por hackers. O banco afirma que não houve acesso a contas ou exposição de dados de clientes. A maior parte do valor já foi recuperada.
O BTG Pactual enfrentou um ataque hacker na manhã de domingo, 22 de março de 2026, com movimentações atípicas relacionadas ao Pix que resultaram no desvio de cerca de R$ 100 milhões. Como medida de precaução, o banco suspendeu temporariamente as operações via Pix enquanto investiga o incidente. O alerta inicial veio do Banco Central, cujos sistemas não foram afetados e o Pix continuou funcionando normalmente em outras instituições, segundo o BC. Em nota oficial, o BTG Pactual informou: “O BTG Pactual informa que identificou na manhã deste domingo (22/03) atividades atípicas relacionadas ao PIX. O banco esclarece que não houve acesso a contas de clientes e nenhum dado de correntista foi exposto. Enquanto investiga o caso, por medida de precaução, as operações por PIX estão suspensas. O BTG Pactual reforça, ainda, que a segurança das informações é prioridade e está disponível em caso de dúvidas em seus canais de atendimento.” Apurações indicam que a maior parte do dinheiro desviado já foi recuperada, restando entre 30% e 40% da quantia total — equivalente a cerca de R$ 20 milhões a R$ 40 milhões — em processo de restituição. Este não é o primeiro incidente de segurança no BTG: em 2024, o Banco Central identificou vazamento de mais de 8.000 chaves Pix, expondo dados cadastrais como nomes, agências, números de conta e CPFs. Recentemente, o setor financeiro brasileiro registrou outros ataques, como o à C&M Software, com desvio de mais de R$ 813 milhões.