Clarity Act segue para markup no Senado em janeiro

A Lei de Clareza do Mercado de Ativos Digitais de 2025, conhecida como CLARITY Act, foi aprovada na Câmara e está marcada para markup no Senado em janeiro. O projeto busca resolver disputas jurisdicionais entre SEC e CFTC, ao mesmo tempo em que aborda finanças descentralizadas e supervisão estadual. Disposições chave incluem uma isenção para DeFi e cláusula de preempção para commodities digitais.

A CLARITY Act visa esclarecer a regulação de ativos digitais nos Estados Unidos encerrando a longa guerra de turf entre a Comissão de Valores Mobiliários (SEC) e a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC). Após ser aprovada na Câmara com um voto esmagador, a legislação agora enfrenta revisão no Senado em janeiro, onde os legisladores debaterão suas disposições e possíveis emendas.

Uma característica central é a isenção para DeFi, que isenta certas atividades de serem classificadas como intermediárias. Estas incluem compilar e retransmitir transações, operar nós ou serviços de oráculos, fornecer largura de banda, publicar ou manter protocolos, participar de pools de liquidez para negociações spot e oferecer software como carteiras que permitem aos usuários custodiar seus próprios ativos. O projeto especifica que tais ações sozinhas não sujeitam entidades à regulação como exchanges ou mercados. No entanto, essa exclusão não se estende às autoridades antifraude e antimanipulação, preservando a capacidade da SEC e CFTC de lidar com condutas enganosas.

A cláusula de preempção trata commodities digitais como valores cobertos sob a lei federal, limitando a capacidade dos estados de impor seus próprios requisitos de registro ou qualificação. Essa medida busca criar um quadro nacional unificado, reduzindo o mosaico de regras estaduais que complicaram o cumprimento para firmas cripto. O projeto inclui linguagem preservando algumas autoridades estaduais, particularmente em casos de alegações de fraude.

Questões não resolvidas pairam grandes. As disposições de DeFi levantam perguntas sobre onde terminam as interfaces de usuário e começam as venues de trading, especialmente com front-ends que roteiam ordens ou integram blocklists. Pools de liquidez, frequentemente permissionless e influenciados por governança, podem faltar proteções suficientes para investidores de varejo, como divulgação ou controles de conflito de interesses. O sistema de classificação do projeto separa contratos de investimento iniciais de negociações secundárias de tokens, mas seu sucesso depende de como tribunais e reguladores interpretam esses limites.

Se promulgada, a SEC e CFTC devem promulgar regras em 360 dias, com algumas disposições adiadas até o término do rulemaking. Apoiadares veem como caminho para inovação, enquanto críticos temem que enfraqueça proteções a investidores em nível estadual. O markup de janeiro determinará se o projeto fornece clareza duradoura ou convida novas disputas.

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