A área técnica da Comissão de Valores Mobiliários decidiu que o bloco de controle da Oncoclínicas não precisa fazer uma oferta pública de ações. Minoritários contestam o parecer e planejam recurso.
O Parecer Técnico nº 20/2026, assinado pela Superintendência de Registro de Valores Mobiliários na tarde de 30 de junho, livrou o bloco ligado à Centaurus Capital da obrigação de realizar uma OPA.
Minoritários alegam que houve mudança relevante de controle e que o processo foi conduzido com restrições ao contraditório, incluindo prazos curtos e dificuldades de acesso a informações.
A decisão envolve impacto estimado em até R$ 6 bilhões. Críticas sobre possível influência de ex-integrantes da CVM e conflitos de interesse foram encaminhadas à Controladoria-Geral da União.
Outras investigações sobre informações divulgadas pela companhia desde o IPO continuam em áreas distintas da autarquia.