Na Colômbia, o desrespeito sistemático às normas legais e sociais gera preocupações, desde violações de trânsito até irregularidades políticas. Com mais de 7.000 mortes anuais em acidentes rodoviários em grande parte evitáveis, esse padrão estende-se à vida quotidiana e à esfera política.
A sociedade colombiana enfrenta um desafio persistente: o hábito de ultrapassar a linha entre ações legais e ilegais. Um exemplo gritante são as regras de trânsito, frequentemente ignoradas apesar de causarem mais de 7.000 mortes anuais, na maioria devidas a desobediência evitável. Esse comportamento estende-se para além das estradas. Manifesta-se em atos quotidianos como furar filas, sonegar impostos, lançar lixo em locais impróprios e não separar o lixo doméstico. Na política, o problema é particularmente alarmante. Campanhas presidenciais passadas foram financiadas por fontes duvidosas, incluindo cartéis de drogas, clãs contratualistas e figuras criminosas como “Papá Pitufo”, conhecido como o rei do contrabando. Hoje, esses atores beneficiam-se de contratos multimilionários e regalias estatais, como as do Pacto de la Picota sob a política de “Paz Total”, que concede leniência a exdelinquentes. Esse padrão de incumprimento é difundido em grande parte da América Latina, contrastando fortemente com a integração supranacional da União Europeia. Abordá-lo exige mais do que educação, embora sejam necessárias melhorias em relevância, qualidade e formação em valores cívicos. Fortalecer um poder judiciário independente é crucial para construir confiança pública. As tragédias sofridas devem unir a nação rumo a um objetivo comum: fomentar uma cultura de legalidade para impulsionar o desenvolvimento social e político num estado moderno.