Europa lança estratégia de código aberto para soberania digital

A Comissão Europeia iniciou a Estratégia do Ecossistema Digital Aberto Europeu, buscando contributos de especialistas e comunidades para reforçar a dependência da UE em software de código aberto. Esta medida visa reduzir a dependência de tecnologias não pertencentes à UE e impulsionar a segurança e a competitividade. Para jogadores de PC, pode significar maior apoio a plataformas baseadas em Linux como o SteamOS.

A nova iniciativa da Comissão Europeia, designada por Estratégia do Ecossistema Digital Aberto Europeu, convida contributos de especialistas, empresas e comunidades de código aberto para fortalecer o abraço da UE às tecnologias abertas. Lançada recentemente, enfatiza o código aberto como central para alcançar a soberania tecnológica, melhorar a segurança e aumentar a competitividade minimizando a dependência de fornecedores de software externos. Esta estratégia expande a anterior Estratégia de Software de Código Aberto da UE, que operou de 2020 a 2023. Esse esforço anterior concentrou-se no desenvolvimento de soluções digitais reutilizáveis para serviços governamentais, no aumento da adoção de código aberto nas instituições da UE e na promoção de uma preferência mais ampla por ferramentas abertas na região. Para coordenar estas atividades, a Comissão criou um Gabinete do Programa de Código Aberto para garantir a implementação prática. A Comissão destaca a forte dependência da UE de software e plataformas não europeias, o que limita as escolhas dos utilizadores, prejudica as empresas locais e representa riscos de segurança para a infraestrutura crítica. Em resposta, a estratégia apela a ações mais ambiciosas, incluindo financiamento e apoio sustentados às comunidades de código aberto para além de subsídios de curto prazo. Para jogadores de PC e entusiastas do Linux, estes desenvolvimentos têm potencial significativo. O código aberto sustenta tecnologias chave de gaming, como drivers, motores de jogos, Proton, Wine e distribuições Linux adaptadas para jogos como SteamOS, Bazzite e Nobara. O apoio da UE poderia levar a investimentos acrescidos em investigação, implementações públicas e padrões de hardware, como RISC-V, melhorando a compatibilidade e o desempenho em dispositivos como o Steam Deck e o Lenovo Legion Go S. Além disso, a estratégia aborda preocupações mais amplas como privacidade e segurança online. A UE implementou um quadro de código aberto para verificação de idade, promovendo transparência, segurança robusta através de auditorias e escolha do utilizador em sistemas de identidade digital—questões cada vez mais relevantes para o gaming online. Ao apoiar padrões abertos, a iniciativa poderia pressionar os principais fornecedores a melhorar a compatibilidade com Linux e resistir a ecossistemas fechados, beneficiando em última análise o acesso dos jogadores a plataformas diversas e seguras.

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