Um medicamento que aumenta os níveis de histamina no cérebro pode melhorar a recuperação da memória em cerca de 10 por cento, de acordo com um pequeno estudo. Os pesquisadores testaram o pitolisanto, um tratamento para narcolepsia, em voluntários e observaram uma melhora na conectividade e na precisão cerebral.
O estudo envolveu 60 participantes que receberam pitolisanto ou um placebo. Aqueles que receberam o medicamento apresentaram conexões mais fortes entre as áreas do cérebro que produzem histamina e o hipocampo durante tarefas de memória.
Os participantes que tomaram pitolisanto tiveram um desempenho 11 por cento melhor ao recordar informações aprendidas em um scanner de ressonância magnética. Michael Colwell, da Universidade de Oxford, afirmou que o medicamento parece aumentar o estado de alerta a novos estímulos.
Especialistas alertam contra o uso do pitolisanto como um intensificador cognitivo. Ele pode prejudicar o sono, o que poderia afetar a memória de longo prazo, observou Colwell.
As descobertas foram publicadas na Nature Communications e confirmam resultados observados em estudos com animais. Elas podem orientar futuros tratamentos para condições cerebrais que envolvam receptores de histamina.