O Senado de Indiana, controlado por republicanos, votou 31-19 contra uma proposta de redistritação congressional apoiada pelo presidente Donald Trump, frustrando seu impulso mais amplo por mudanças nos mapas no meio da década destinadas a expandir o controle do GOP na Câmara dos EUA.
Em 11 de dezembro de 2025, o Senado de Indiana, onde os republicanos detêm 40 de 50 assentos, votou 31-19 para derrotar um projeto de lei que redesenharía o mapa congressional do estado. A proposta, apoiada pelo presidente Donald Trump, foi projetada para dar aos republicanos uma forte vantagem em todos os nove distritos da Câmara dos EUA em Indiana, mirando efetivamente os dois assentos democratas atualmente representados por André Carson e Frank Mrvan, de acordo com reportagens do The Washington Post e Axios.(washingtonpost.com)
O resultado representa um revés significativo para a campanha nacional de Trump para encorajar estados liderados pelo GOP a realizar redistritação no meio da década para reforçar a magra maioria do partido na Câmara. Nos últimos meses, estados controlados por republicanos como Texas, Missouri, Ohio e Carolina do Norte avançaram novos mapas alinhados a essa estratégia, enquanto a recusa de Indiana destaca os limites da influência de Trump mesmo em estados conservadores confiáveis, segundo o The Washington Post e o Daily Wire.(washingtonpost.com)
A votação do Senado veio após meses de pressão política de Trump e seus aliados. Trump usou repetidamente as redes sociais para instar republicanos de Indiana a aprovar o mapa e alertou que opositores poderiam enfrentar "primárias MAGA" em 2026, conforme relatado pelo Daily Wire e Axios.(dailywire.com) O vice-presidente JD Vance também pressionou senadores estaduais, reunindo-se com eles várias vezes em Indianapolis e Washington para defender o plano, relata o The Washington Post.(washingtonpost.com) O governador de Indiana, Mike Braun, aliado de Trump, apoiou publicamente o esforço e disse que decisões sobre redistritação poderiam ter "consequências políticas" para republicanos resistentes, segundo Axios e outras coberturas locais.(axios.com)
O presidente pro tempore do Senado, Rodric Bray, republicano, levou a medida ao plenário mas votou contra. Vance acusou Bray de dizer à Casa Branca que não trabalharia contra a proposta enquanto incentivava votos negativos em particular, alegação negada por Bray, que disse que seu estilo era deixar os membros "votarem como quiserem", relata o Daily Wire.(dailywire.com)
Vários republicanos enquadraram sua oposição como enraizada em preocupações com gerrymandering no meio do ciclo e interferência federal, não uma ruptura com princípios conservadores. O senador republicano Spencer Deery disse não ver "justificativa que supere o dano" que o plano causaria à confiança pública nas eleições, argumentando que expandir a alavancagem federal sobre decisões estaduais não é conservador, segundo Axios e The Washington Post.(axios.com) Em contraste, apoiadores como o senador republicano Michael Young argumentaram que as apostas pelo controle do Congresso justificavam redesenhar as linhas, notando que apenas um pequeno número de distritos nacionais pode decidir a maioria da Câmara em 2026, conforme Associated Press e outros.(washingtonpost.com)
Democratas, que detêm apenas dois dos nove assentos da Câmara de Indiana, denunciaram a proposta como um gerrymander partidário extremo que diminuiria o poder político de eleitores minoritários e urbanos, especialmente em Indianapolis e noroeste de Indiana, segundo The Washington Post e Time.(washingtonpost.com) O mapa rejeitado dividiria Indianapolis em múltiplos distritos estendendo-se a áreas rurais e desmantelaria o distrito noroeste de Indiana ancorado no condado de Lake, remodelando ou eliminando efetivamente os dois assentos inclinados democratas atualmente detidos por Carson e Mrvan.(washingtonpost.com)
Fora do Capitólio estadual em Indianapolis, manifestantes protestaram contra a proposta, entoando "Vote no!" e "Mapas justos!" carregando cartazes com slogans como "Losers cheat," relata The Washington Post.(washingtonpost.com) O debate ocorreu em um clima de segurança tenso: legisladores de ambos os partidos relataram ameaças e assédio, incluindo chamadas falsas de emergência ou incidentes de "swatting", direcionados a alguns republicanos vistos como votos swing potenciais, segundo The Washington Post e Time.(washingtonpost.com)
O voto destaca divisões internas republicanas entre lealistas ferrenhos de Trump e conservadores tradicionais céticos quanto a mudanças nos mapas no meio da década e pressão externa. Nacionalmente, republicanos detêm maioria de 220–213 na Câmara dos EUA, com duas vagas, margem que intensificou batalhas partidárias sobre redistritação, segundo Daily Wire e outros.(dailywire.com) Autoridades e estrategistas em outros estados, incluindo Illinois, disseram estar acompanhando de perto a experiência de Indiana ao ponderar suas próprias mudanças nos mapas no meio da década.(stlpr.org)