Uma semana após ataques dos EUA e de Israel ao Irã, o presidente Donald Trump minimizou preocupações sobre a participação do Irã na Copa do Mundo da FIFA de 2026, sediada nos EUA, enquanto o conflito em escalada deixou o técnico do Iraque retido e complicou vistos para sua repescagem intercontinental no México. A FIFA promete monitorar para garantir a participação segura de todas as equipes.
Os ataques dos EUA e de Israel ao Irã em 28 de fevereiro de 2026 continuam a perturbar os preparativos para a Copa do Mundo da FIFA de 2026 (11 de junho a 19 de julho nos EUA, Canadá e México). O Irã, no Grupo G com Bélgica, Egito e Nova Zelândia, enfrentará todos os jogos da fase de grupos nos EUA — incluindo no SoFi Stadium, em Los Angeles, e no Lumen Field, em Seattle — em meio a uma proibição de viagens dos EUA a nacionais iranianos. Há isenções para atletas, mas o Departamento de Estado pode negar vistos a pessoas afiliadas ao IRGC, um grupo terrorista designado pelos EUA; vários jogadores iranianos têm tais ligações. Em entrevista ao Politico, o presidente dos EUA Donald Trump declarou: “I really don’t care. I think Iran is a very badly defeated country. They’re running on fumes.” O presidente da federação de futebol do Irã, Mehdi Taj, disse à TV estatal: “What is certain is that after this attack, we cannot be expected to look forward to the World Cup with hope.” O secretário-geral da FIFA, Mattias Grafstrom, na reunião da IFAB em Cardiff em 5 de março, reiterou: “Our focus is on a safe World Cup with all the teams participating.” O órgão rector está em contato com as federações e anfitriões. O Iraque vizinho enfrenta desafios agudos antes de sua repescagem intercontinental em 31 de março em Monterrey, México, contra o vencedor de Bolívia-Suriname. O técnico Graham Arnold está retido nos EAU devido a fechamentos de espaço aéreo, e o fechamento de embaixadas bloqueia vistos para jogadores, equipe técnica e médicos. A seleção iraquiana publicou no Instagram: “Fifa and the Asian Football Confederation are fully aware... several embassies remain closed, preventing... entry visas to Mexico.” O México está ajudando ao permitir processamento de vistos europeus. As regras da FIFA permitem flexibilidade, como qualificação direta. Precedentes incluem o boicote da URSS em 1974 e as retiradas africanas em 1966. O especialista Simon Chadwick considera improvável o adiamento sem uma propagação maior. Outros classificados como o Haiti enfrentam restrições. Todos os jogos permanecem agendados.