Jair Renan tem atuação discreta após um ano na Câmara de Balneário Camboriú

Jair Renan, filho mais novo do ex-presidente Jair Bolsonaro, completou um ano como vereador em Balneário Camboriú, Santa Catarina, com presença em 90% das sessões, mas pouca participação nos debates. Suas intervenções ecoaram retórica bolsonarista, incluindo críticas à vacinação infantil e defesa de símbolos nacionais. Tensões surgiram com colegas, especialmente em pautas sobre democracia e ditadura militar.

Jair Renan (PL) assumiu o mandato na Câmara Municipal de Balneário Camboriú em janeiro de 2025 e, ao longo do ano, manteve presença em cerca de 90% das 93 sessões realizadas. No entanto, suas aparições no plenário foram esporádicas, com poucas interações durante os debates e uso limitado do microfone. As ausências concentraram-se em novembro de 2025, período em que seu pai foi preso em Brasília.

Quando discursou, Renan recorreu a expressões familiares ao ex-presidente, abordando temas alinhados ao bolsonarismo. Em março de 2025, defendeu o irmão Eduardo Bolsonaro com um discurso de menos de três minutos: "Se acham que vão me calar, estão muito enganados. Eu vou continuar incomodando o sistema de Balneário Camboriú, tá ok? E a cobra vai fumar agora". Entre suas iniciativas, propôs sanções a atos de vandalismo contra bandeiras nacionais, estaduais e municipais, além de alterar um programa escolar para incluir o hino nacional semanalmente, em vez de mensalmente.

Ele também emendou um projeto da prefeitura para exigir consentimento expresso de pais para vacinação de crianças nas escolas. Na justificativa, seu gabinete argumentou: "É imprescindível que o Estado atue com respeito aos direitos dos pais e responsáveis legais, assegurando-lhes o poder de decisão sobre a saúde de seus filhos menores". Essa posição remete à postura do pai durante a pandemia de Covid-19, quando desestimulou a imunização.

Renan obteve a maior votação em 2024 graças ao sobrenome, em uma cidade onde 75% dos eleitores apoiaram Bolsonaro em 2022. Apesar disso, o PL não venceu a prefeitura, que ficou com Juliana Pavan (PSD), de direita. Ele votou contra o aumento do IPTU, mas apoiou medidas como a regulamentação de internações involuntárias para dependentes químicos.

Suas indicações à prefeitura focaram em zeladoria urbana, como reparos em calçadas e intensificação de rondas da Guarda Municipal contra pessoas em situação de rua. Tensões marcaram relações com pares: em junho de 2025, foi o único voto contra o Dia Municipal da Democracia, proposto por Eduardo Zanatta (PT), em homenagem a Higino João Pio, prefeito eleito assassinado pela ditadura em 1969. Renan afirmou: "A verdade está do nosso lado, e não da Comissão da Verdade, que foi criada por Dilma Rousseff", criticando manifestações contra anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Anteriormente, opôs-se à retificação de atas sobre a morte de Pio, cuja versão oficial de suicídio foi desmentida em 2014 por comissões da verdade.

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