Steve Mitchell, cuja empresa conduz pesquisas regularmente para o Michigan Information & Research Service, disse que uma sondagem não publicada mostrava a senadora estadual Mallory McMorrow muito atrás do ex-funcionário da saúde Abdul El-Sayed e da deputada Haley Stevens. O editor do MIRS afirmou que optou por não publicar os resultados após ouvir objeções da campanha de McMorrow e consultar outros pesquisadores.
Steve Mitchell, da Mitchell Research & Communications, disse ao POLITICO que sua empresa conduziu uma pesquisa para o Michigan Information & Research Service (MIRS) que apontou McMorrow com 6% de apoio entre prováveis eleitores das primárias democratas, atrás de Abdul El-Sayed com 42% e da deputada Haley Stevens com 33%.
Mitchell disse que a campanha de McMorrow contestou após ver os números e pressionou o MIRS para não publicar. Kyle Melinn, editor de notícias do MIRS, disse ao POLITICO que decidiu não divulgar a pesquisa após conversar com a equipe de campanha de McMorrow e consultar outros especialistas sobre o levantamento.
Um porta-voz da campanha de McMorrow, Jackson Boaz, disse ao POLITICO que a campanha acreditava que a pesquisa era falha, inclusive porque utilizou um link online de acesso aberto que poderia permitir múltiplas respostas. Boaz descreveu a abordagem como “má prática de pesquisa” e afirmou que o MIRS concluiu que o levantamento não atendia aos seus padrões.
Mitchell defendeu o trabalho de sua empresa e disse ao POLITICO que mantém os resultados da pesquisa, embora também tenha reconhecido que havia erros no memorando que descrevia o levantamento.
A disputa ocorre enquanto os democratas de Michigan se preparam para as primárias de 4 de agosto, que definirão o candidato ao Senado dos EUA.