Uma investigação da Seguro Canguro revela uma quadrilha que vende apólices de seguro falsas via WhatsApp há mais de três anos. A Fasecolda relata mais de 20 mil motoristas enganados, incluindo 4.081 casos de SOAT falso apenas em 2024. O golpe utiliza dados precisos dos veículos e exige pagamentos por meio de transferências bancárias não autorizadas.
A Seguro Canguro, uma promotora de seguros colombiana, divulgou um relatório baseado em evidências coletadas de 2024 a 2026. O documento inclui capturas de tela, apólices forjadas, depoimentos de vítimas e denúncias encaminhadas a seguradoras como HDI, Seguros Bolívar e AXA Colpatria. A empresa alertou a Fasecolda, enfatizando a natureza sistemática do esquema em vez de incidentes isolados. Os golpistas obtêm dados precisos dos motoristas, incluindo nome, placa, marca do veículo, seguradora e data de vencimento da apólice. Eles entram em contato via WhatsApp pouco antes da renovação, propondo falsificações com descontos de 15% por "bom comportamento" ou ausência de sinistros. Eles enviam orçamentos, apólices e endossos falsos, exigindo pagamentos via transferência bancária, código QR ou contas pessoais. A Seguro Canguro observa que as seguradoras legítimas recebem pagamentos apenas através de seus portais ou plataformas autorizadas. A fraude começou de forma proeminente com o SOAT em 2022-2023, em meio à escassez, e migrou em 2024 para apólices de seguro compreensivo de maior valor, com vítimas pagando até 3 milhões de pesos. A Fasecolda afirma que o número real pode exceder 20 mil casos, já que muitos não são denunciados. A verificação é recomendada via Runt para o SOAT e Fasecolda para cobertura compreensiva. Permanecem dúvidas sobre a origem dos dados de contato, provavelmente provenientes de bancos de dados vazados. Relatórios mostram uma ligação geográfica com Medellín, com chamadas, notas de voz e contas bancárias vinculadas à região.