O ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, revelou um plano extraordinário de 1,629 bilhão de euros para melhorar o pavimento das estradas estatais entre 2027 e 2031. A iniciativa se soma aos 1,8 bilhão de euros alocados anualmente para a conservação da rede rodoviária estatal de 26.500 km. Puente reconheceu um déficit estrutural de 5,6 bilhões de euros em manutenção.
Óscar Puente, ministro dos Transportes da Espanha, apresentou o plano em um fórum organizado pelo Colegio de Ingenieros de Caminos, Canales y Puertos. "O diagnóstico foi feito e identificamos onde a intervenção é mais necessária, com 5.000 km exigindo ação imediata", explicou. O programa, além dos 1,8 bilhão de euros anuais, aloca 185 milhões de euros em 2027 e 550 milhões em 2029, a maior parcela.
Puente observou que a rede estatal representa apenas 16% do total de estradas, mas absorve mais de 50% do tráfego. Ele admitiu que o investimento em manutenção por quilômetro tem sido insuficiente recentemente, criando o déficit de 5,6 bilhões de euros. "Não investir em conservação apenas adia o custo", alertou, elogiando os atuais 1,8 bilhão de euros como o dobro dos níveis anteriores a 2018.
O plano atualizará 374 postos técnicos e criará 143 novos, gerando 18.500 empregos, um aumento de 1,2 bilhão de euros no PIB e mais de 400 milhões em receitas. Puente previu grandes investimentos para 2027-2031: 13 bilhões de euros para aeroportos da Aena, 7 bilhões para a Puertos del Estado, 6 bilhões anuais para ferrovias e 5 bilhões anuais para estradas.
No fórum, o presidente do Colegio, Miguel Ángel Carrillo, pediu mais gastos com conservação, citando um déficit rodoviário total de 13,5 bilhões de euros. Juan Lazcano, da AEC, destacou que 34.000 km precisam de reparos urgentes. Representantes da Seopan e da Anci receberam bem o plano, mas buscaram modelos de financiamento estáveis e planejamento de longo prazo.