Cientistas da The Ohio State University mapearam como padrões de fiação cerebral podem prever atividade ligada a muitas funções mentais em todo o cérebro. Cada região mostra uma “impressão digital de conectividade” distinta ligada a papéis como linguagem e memória. As descobertas revisadas por pares na Network Neuroscience oferecem uma base para estudar cérebros de adultos jovens saudáveis e para comparações com condições neurológicas ou psiquiátricas.
Nova pesquisa liderada pela estudante de doutorado da Ohio State Kelly Hiersche descobre que a rede de conexões que ligam regiões cerebrais pode ser usada para antecipar onde a atividade cerebral aumentará ou diminuirá em uma ampla gama de domínios cognitivos, estendendo trabalhos anteriores de funções isoladas para uma visão de todo o cérebro. (news.osu.edu)
“Nós vemos a conectividade como um princípio organizacional fundamental da função cerebral,” disse Hiersche, descrevendo o resultado abrangente do estudo. A coautora Zeynep Saygin acrescentou que as áreas cerebrais carregam “impressões digitais de conectividade” distintas que se relacionam com o que essas áreas fazem. (news.osu.edu)
O autor sênior David Osher disse que o trabalho esclarece “o padrão de conectividade que torna uma área de linguagem única,” ajudando a distingui-la de regiões vizinhas. (news.osu.edu)
Os métodos combinaram dados de MRI de 1.018 participantes do Human Connectome Project com NeuroQuery, uma ferramenta meta-analítica online que mapeia atividade para 33 processos cognitivos (por exemplo, fala, tomada de decisões, escuta de música e percepção de rostos). A equipe construiu modelos computacionais ligando a fiação de cada região a padrões de ativação relacionados a tarefas previstos em todo o cérebro. (news.osu.edu)
Em regiões e domínios, os padrões de conectividade rastrearam de forma confiável a atividade cerebral. O elo foi mais forte em funções de nível superior, notadamente memória e controle executivo—habilidades que se desenvolvem ao longo de muitos anos, notaram os autores. (news.osu.edu)
Como a análise oferece uma “visão de pássaro” de cérebros típicos de adultos jovens, os autores dizem que fornece um ponto de referência para comparações futuras em condições neurológicas ou psiquiátricas. (news.osu.edu)
O estudo aparece na Network Neuroscience; a revista lista o DOI do artigo como 10.1162/NETN.a.504 e uma data de publicação de 20 de outubro de 2025. (eurekalert.org)