Rascunhos do Senado visam resolver conflito de jurisdição cripto entre SEC e CFTC

Dois comitês do Senado divulgaram rascunhos concorrentes para esclarecer a supervisão regulatória de ativos digitais nos EUA, reacendendo o debate entre SEC e CFTC. Com base em um projeto de lei aprovado pela Câmara, essas propostas buscam definir papéis para fiscalizar criptomoedas como Bitcoin e Ethereum. Os rascunhos prometem mudanças nas estruturas de mercado, divulgações e operações de exchanges.

Washington debate há muito tempo a autoridade regulatória sobre ativos digitais. A Lei de Clareza do Mercado de Ativos Digitais de 2025 foi aprovada pela Câmara neste verão, mas o Senado não havia agido até agora. Dois comitês do Senado divulgaram rascunhos concorrentes em novembro de 2025, cada um visando criar ordem na guerra de territórios entre SEC e CFTC.

O rascunho do Comitê de Agricultura do Senado, liderado pelos senadores John Boozman e Cory Booker, expande o papel da CFTC sobre “commodities digitais” e seus mercados spot. Exige registro de exchanges, corretores e dealers, similar à supervisão de commodities tradicionais. Os intermediários devem usar custodiantes qualificados e segregar ativos de clientes para evitar conflitos. O projeto permite elaboração conjunta de regras CFTC-SEC para áreas sobrepostas e se baseia na Lei de Clareza da Câmara. Plataformas de Bitcoin nos EUA se registrariam como exchanges de commodities digitais, atendendo novas regras de capital e custódia com proteções aprimoradas para o varejo. ETFs permaneceriam sob jurisdição da SEC, enquanto a CFTC se concentra em relatórios e vigilância para melhores insights de mercado.

Em contraste, a Lei de Inovação Financeira Responsável do Comitê Bancário do Senado aborda “ativos anciculares”—commodities digitais fungíveis de contratos de investimento. Concede à SEC autoridade sobre esses, exigindo divulgações sobre distribuições de tokens, governança e riscos. A SEC tem cerca de dois anos para definir um “contrato de investimento” e introduz um processo de certificação de descentralização. Projetos como Ethereum poderiam começar sob supervisão da SEC, mas “graduar-se” ao status de commodity uma vez que a governança se descentralize suficientemente. Bitcoin provavelmente cairia sob CFTC, enquanto tokens ligados a empresas ficariam com a SEC até comprovada a descentralização. Exchanges podem precisar de registro duplo, regras de capital mais rigorosas e negociações transparentes.

O cronograma permanece incerto, com o rascunho Bancário definindo prazos para elaboração de regras, mas o rascunho Agrícola deixando questões abertas. Ambos exigem coordenação futura. O projeto da Câmara foi aprovado, mas as discussões no Senado continuam em meio a oposição. Esses rascunhos delineiam evoluções potenciais para venues spot, classificações de tokens e conformidade de exchanges, mapeando o debate regulatório em curso.

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