O foguete Hanbit-Nano, da startup sul-coreana Innospace, sofreu uma anomalia menos de dois minutos após a decolagem do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, na noite de 22 de dezembro de 2025, frustrando o que seria o primeiro lançamento orbital da história em solo brasileiro. O veículo foi perdido durante a fase propulsada do primeiro estágio, e as cargas úteis embarcadas não foram recuperadas. Apesar do revés, o incidente é considerado normal para um novo lançador em seu teste inicial.
O lançamento do Hanbit-Nano ocorreu às 22h13 de 22 de dezembro de 2025, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), administrado pela Força Aérea Brasileira (FAB). Projetado para missões orbitais leves, o foguete de 21 metros de comprimento e dois estágios —o primeiro movido por motor híbrido de parafina e oxigênio líquido, o segundo por metano e oxigênio líquidos— atingiu a velocidade do som (Mach 1) e o momento de máxima pressão aerodinâmica antes da falha, que interrompeu a transmissão.
A Operação Spaceward, em parceria com a Innospace, enfrentou adiamentos: originalmente marcada para 17 de dezembro, foi remarcada para os dias 19 e 22 devido a problemas como falta de energia na plataforma, falha em uma válvula e mau tempo, incluindo chuva na tarde do lançamento. Apesar disso, cerca de 400 profissionais, incluindo 300 militares, participaram da missão.
As cargas úteis incluíam nanossatélites brasileiros para estudos de comunicação IoT, desenvolvidos pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), um satélite educacional com tecnologias de teste como placas solares e navegação, além de mensagens de alunos locais, incluindo comunidades quilombolas, via projeto Pion BR2 da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), PNUD e startup PION. Fontes divergem no número exato: cinco nanossatélites brasileiros e três experimentos, ou sete brasileiros e um indiano.
Este seria o primeiro lançamento orbital comercial de Alcântara, que oferece vantagem equatorial (2,3 graus ao sul), economizando combustível graças à rotação terrestre. A Innospace havia testado com sucesso o protótipo suborbital Hanbit-TLV em março de 2023 do mesmo local. Fracassos iniciais, como os do VLS-1 em 1997, 1999 e 2003, são comuns em novos veículos. Engenheiros agora analisam dados para futuras tentativas.