A Superintendência Nacional de Saúde da Colômbia relatou mais de 87.000 reclamações de usuários com hipertensão arterial entre novembro de 2025 e abril de 2026. As queixas concentraram-se em barreiras para a obtenção de medicamentos, consultas e tratamentos. Antioquia, Bogotá e Valle del Cauca apresentaram os maiores números.
Entre novembro de 2025 e abril de 2026, a Supersalud documentou 87.000 reclamações relacionadas à negativa de serviços, falhas na entrega de medicamentos e atrasos em autorizações. Os principais problemas incluíram 30.425 casos de medicamentos e tecnologias negados, 12.653 referentes à marcação de consultas e 9.264 por falta de atendimento oportuno.
O relatório observou um pico de 15.659 reclamações em março de 2026. Idosos representaram 64.713 queixas, ou 74% do total, enquanto pessoas com deficiência registraram 6.695 casos. Regionalmente, Antioquia liderou com 16.529 reclamações, seguida por Bogotá com 14.101 e Valle del Cauca com 10.990.
A agência alertou que interrupções no tratamento aumentam o risco de complicações como infartos ou acidentes vasculares cerebrais. Na Colômbia, um em cada quatro adultos vive com hipertensão, o principal fator de risco para doenças cardiovasculares e a maior causa de morte no país. A Supersalud ativou a Rede de Controladores de Saúde para monitorar esses casos.