Após o acordo da ByteDance para ceder o controlo maioritário das operações do TikTok nos EUA a investidores americanos como Oracle e Silver Lake, criadores e analistas destacam potenciais mudanças na experiência do utilizador e moderação de conteúdos no meio do desmembramento.
O acordo, finalizado na quinta-feira e relatado pelo The New York Times, cria uma joint venture nos EUA supervisionada por um conselho de sete membros com maioria de diretores americanos. A ByteDance mantém uma participação minoritária, abordando os medos de segurança de dados dos EUA que pairam desde uma lei de 2020 que exigia a desinvestimento—adiada várias vezes pelo presidente Trump.
A memo interna do CEO do TikTok, Shou Chew, detalha as responsabilidades da JV: proteção de dados dos EUA, segurança do algoritmo, moderação de conteúdos e garantia de software, com autoridade exclusiva sobre a segurança de utilizadores americanos.
Com mais de 170 milhões de utilizadores nos EUA, a vasta economia de criadores da plataforma enfrenta incerteza. Jacob Pauwels, conhecido pelos vídeos 'Roll for Sandwich', expressou alívio mas cautela: "Preocupo-me com possíveis problemas de censura que possam surgir." Ele diversificou para YouTube e Instagram.
A analista da Forrester, Kelsey Chickering, prevê mudanças notáveis: "Esta joint venture nos EUA terá de re-treinar o algoritmo de recomendação com dados de utilizadores americanos — o que significa que a experiência vai sentir-se diferente, e os utilizadores muito provavelmente vão notar." Limitar o treino a dados dos EUA pode reduzir a diversidade do feed global, potenciando rivais como YouTube Shorts ou Instagram Reels.