Um relatório do Observatório Fiscal da Pontificia Universidad Javeriana revelou que o setor de transportes executou apenas 11,5% de seu investimento até junho de 2026. Este número é o mais baixo entre os setores com as maiores dotações orçamentárias. O componente de investimento geral atingiu 30,5% no mesmo período.
O estudo, baseado em dados do Ministério da Fazenda até 30 de junho, mostrou que o setor de transportes possui a maior dotação de investimento atual, com 15,6 trilhões de pesos, mas executou apenas 1,8 trilhão. Essa execução representa o nível mais baixo entre os principais setores, abaixo da média geral de 30,5%.
O investimento em transportes tem apresentado uma deterioração persistente. Entre 2019 e 2023, a execução anual oscilou entre 75% e 78%, mas caiu para 37,7% em 2024 e 37,3% em 2025. O Observatório Fiscal observou que esses atrasos decorrem de uma dificuldade estrutural em converter dotações em projetos executados.
Dos 145 projetos de infraestrutura física no setor, 89 correspondem a rodovias. Destes, 37 têm execução zero e 25 apresentam progresso abaixo de 5%. Entidades como o Invías, com 4,4%, e a Aerocivil, com 5%, ficam abaixo da média do setor.
O relatório alertou que os atrasos podem adiar melhorias na conectividade e aumentar custos futuros de manutenção. Apenas dois projetos superaram a média: a rodovia Armenia-Pereira-Manizales e a conexão Pacífico-Orinoquía.