O secretário da Hacienda, Édgar Amador, estimou que os efeitos do conflito EUA-Irã nos preços de combustíveis no México serão de curta duração, graças a mecanismos fiscais existentes. Enquanto isso, gasolina premium e diesel ultrapassam 30 pesos por litro em alguns postos, e o peso mexicano deprecia em direção a 18 unidades por dólar.
O secretário da Hacienda e Crédito Público, Édgar Amador, declarou na quinta-feira, 12 de março de 2026, na Cidade do México, que os impactos do conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã nos preços de gasolina e diesel serão limitados e de curto prazo. “O mecanismo existe, é muito claro, muito transparente, e se ativa ajustando as variáveis de mercado”, disse Amador, referindo-se ao Imposto Especial sobre Produção e Serviços (IEPS), implementado desde 2019, que ajusta os estímulos para evitar aumentos nos preços dos combustíveis. Além disso, um acordo ratificado pela presidente Claudia Sheinbaum com líderes empresariais limita a gasolina de baixo octanagem a 24 pesos por litro. No entanto, gasolina premium e diesel não estão cobertos por esse pacto, o que leva a aumentos. Segundo a PETROIntelligence, em 12 de março, a premium atingiu 30,44 pesos por litro em um posto em El Mante, Tamaulipas, um aumento de 14% desde 28 de fevereiro, início do conflito. O diesel chegou a 30 pesos em Urique, Chihuahua, com média nacional de 27,827 pesos, alta de 6,1%. Alejandro Montufar, CEO da PETROIntelligence, explicou que a Pemex repassou apenas 15% do impacto à gasolina regular, mas o total ao diesel. Javier Díaz, da GasGas Analytics, observou que o México importa 60% de sua gasolina, afetada por preços internacionais, taxa de câmbio e logística. O conflito, em sua segunda semana, inclui ataques iranianos a petroleiros, fechamento do Estreito de Ormuz e paralisação de operações em portos iraquianos. O Brent superou 100 dólares por barril. Isso depreciou o peso mexicano para 17,8449 por dólar no fechamento, queda de 0,99%, e 18,26 nas janelas de bancos. Gabriela Siller, do Banco Base, indicou pressões ascendentes e potenciais impactos nos preços de alimentos. O BBVA estima que, ao longo de seis semanas, o México teria ganho líquido de 15 bilhões de pesos com receitas mais altas de petróleo, compensando perdas do IEPS de 38 bilhões.