O Ministério da Justiça notificou as três maiores distribuidoras de combustíveis do Brasil, Ipiranga, Raízen e Vibra, concedendo prazo de 48 horas para detalharem reajustes recentes nos preços. A ação responde a aumentos considerados suspeitos pelo governo, antes dos impactos da guerra no Oriente Médio. As empresas afirmam compromisso com transparência e citam fatores como custos de importação.
Na quinta-feira (19), por volta das 12h, a Senacon notificou Vibra Energia (22% do mercado), Raízen (15%) e Ipiranga (15%), que juntas respondem por cerca de 60% do abastecimento nacional. Elas devem entregar dados até a tarde de sábado (21) sobre volumes solicitados e fornecidos, estoques, atrasos e pedidos não atendidos. Uma quarta empresa, Larco, também foi notificada, mas solicitou cinco dias extras, sem resposta até o momento. O governo planeja fiscalizar 11 distribuidoras e prioriza 62 cidades por suspeitas em preços de diesel, com padrões de reajustes simultâneos sugerindo possível cartel, pendente de comprovação. Em 8 de março, a Senacon acionou o Cade; em 10, instaurou procedimento de monitoramento, mobilizando Procons de 16 estados. Raízen confirmou fiscalização no DF e disse que 'irá avaliar a situação e prestar os devidos esclarecimentos', reforçando 'compromisso com a transparência, a integridade e o respeito às normas legais'. Ipiranga destacou que 'preços são influenciados por múltiplos fatores', como importações elevadas, com pesquisa da ANP mostrando aumento superior a R$ 1 em custos de produtores e importadores. Vibra mencionou 'cenário desafiador com restrições de oferta' e reafirmou compromisso com abastecimento. A guerra no Oriente Médio elevou o Brent a US$ 119 por barril, caindo para US$ 110.