EUA sancionam ativista de direitos humanos mexicano por supostas ligações com cartel

Os Estados Unidos impuseram sanções a Raymundo Ramos, presidente do Comitê de Direitos Humanos de Nuevo Laredo, acusando-o de trabalhar para o Cartel do Nordeste. O Departamento do Tesouro dos EUA alega que Ramos fabricou acusações de direitos humanos contra forças mexicanas para proteger membros do cartel. As medidas bloqueiam quaisquer ativos que ele possua nos EUA e proíbem americanos de realizar negócios com ele.

O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou as sanções na terça-feira, alegando que Ramos se passou por ativista de direitos humanos por mais de uma década. Autoridades afirmaram que Ramos, na folha de pagamento do Cartel do Nordeste (CDN), visava desacreditar os esforços das autoridades mexicanas contra o cartel ao fazer falsas denúncias contra o exército. O Tesouro disse que Ramos buscava melhorar a imagem pública do cartel enquanto protegia seus membros das forças de segurança em Nuevo Laredo, uma violenta cidade fronteiriça no estado de Tamaulipas que faz divisa com os Estados Unidos. Ramos não respondeu aos pedidos de comentário sobre as acusações. O ativista já havia destacado supostos abusos por parte das forças mexicanas, incluindo execuções extrajudiciais pelas Forças Armadas em 2023 e desaparecimentos forçados pela Marinha em 2022. As autoridades mexicanas responderam a essas alegações detendo oficiais militares e lançando investigações, embora não esteja claro se alguma resultou em acusações ou condenações. A Procuradoria-Geral do México não comentou as alegações dos EUA ou qualquer investigação relacionada. Em 2020, Ramos foi um dos alvos do software espião Pegasus do governo mexicano, segundo a Rede de Defesa de Direitos Digitais do México e o Citizen Lab.

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