A Uber e a MX Taxi anunciaram na terça-feira uma aliança no México que permite aos usuários solicitar táxis de concessão diretamente pelo aplicativo da Uber. A integração utiliza a tecnologia da MX Taxi sem tornar os taxistas parceiros da Uber. O diretor da Uber México, Félix Olmo, e o diretor da MX Taxi, Erasto Vázquez, destacaram a cooperação após 14 anos de tensões.
Na Cidade do México, a Uber e a MX Taxi revelaram uma aliança sem precedentes que coloca fim a anos de disputas entre plataformas digitais e táxis de concessão. Os usuários agora podem solicitar táxis regulamentados pelo aplicativo da Uber, atendidos por meio da tecnologia da MX Taxi, mantendo a independência dos motoristas, conforme explicado pelos executivos durante o anúncio na terça-feira. Félix Olmo, diretor-geral da Uber México, ressaltou que, após 14 anos de competição, isso representa uma cooperação entre modelos públicos e privados. “Hoje, os taxistas podem dizer que têm um espaço exclusivo para eles no aplicativo de mobilidade mais distribuído do mundo”, afirmou Olmo. Ele destacou benefícios como tempos de espera menores e maiores ganhos, especialmente antes da Copa do Mundo de 2026 na Cidade do México, Guadalajara e Monterrey. “Queremos que cada pessoa que procura uma viagem a encontre mais rápido e com a confiança de sempre”, acrescentou, observando as operações da Uber em aeroportos com apoio do governo. Erasto Vázquez, diretor da MX Taxi, descreveu o acordo como uma “vitória histórica” para a categoria. “Este é o início de uma nova era para os taxistas do México. Entrar no mundo digital não é uma opção, é uma necessidade”, declarou. Ele relembrou protestos passados devido à queda na renda desde a chegada dos aplicativos há mais de uma década e enfatizou que a aliança respeita a regulamentação dos táxis. “A Uber não é o inimigo, é um aliado estratégico”, afirmou Vázquez. O anúncio ocorre em meio a recentes bloqueios de taxistas nos terminais do Aeroporto Internacional da Cidade do México contra aplicativos como Uber e DiDi, após o apelo da presidente Claudia Sheinbaum por diálogo para resolver o conflito.