Um juiz federal ordenou que a Guarda Nacional pare as sanções contra motoristas da Uber nos aeroportos do México, segundo a empresa. Isso ocorre em meio a protestos de taxistas que bloquearam acessos ao AICM em 11 de março para exigir a proibição de aplicativos de transporte por aplicativo. As manifestações terminaram após diálogo, mas os taxistas ameaçam escalar as ações antes da Copa do Mundo de 2026.
Uber anunciou em 11 de março que um tribunal federal, especificamente o Juiz do Décimo Terceiro Distrito em Matéria Administrativa, ordenou à Guarda Nacional que cesse as sanções contra motoristas que utilizam sua plataforma para embarque ou desembarque de passageiros nos aeroportos do país. Essa instrução faz parte da suspensão definitiva no julgamento de amparo 1202/2025, apresentado pela Uber no ano passado. A resolução exige a parada da “detenção arbitrária e discriminatória de veículos”, permitindo operações sem multas ou apreensões, pois violaria os direitos de trânsito livre e emprego. Os taxistas da organização Transportación Terrestre “Nueva Imagen” bloquearam acessos aos Terminais 1 e 2 do Aeroporto Internacional da Cidade do México (AICM) a partir das 10:00, protestando contra as operações de aplicativos como Uber e DiDi. Os manifestantes, que possuem permissões para operar no aeroporto, argumentam que essas plataformas violam a lei por não cumprirem regulamentações, permissões e pagamentos que eles seguem, ameaçando o sustento de milhares de famílias. Elementos da Secretaria de Segurança Cidadã isolaram a área, com empurrões e confrontos verbais. Às 13:20, a administração do AICM confirmou a liberação das vias após diálogo com a Secretaria de Governo e outras agências federais. Uma pessoa de 39 anos foi detida por quebrar um medalhão em uma grua, e três veículos foram enviados ao pátio de apreensões. Não foram dados detalhes sobre o acordo alcançado. A Uber enfatizou a importância de cumprir a ordem, especialmente com vistas à Copa do Mundo FIFA 2026, que o México co-sediará com mais de cinco milhões de visitantes esperados. A empresa citou o artigo 262 da Lei de Amparo, que prevê penas de três a nove anos de prisão por descumprimento. Ela respondeu ao Grupo Aeroportuário da Cidade do México, que chamou sua operação de irregular, afirmando que a decisão judicial confirma sua legalidade. Carlos Lobera, assessor dos taxistas do AICM, alertou que sem diálogo com o governo de Claudia Sheinbaum, os protestos escalarão, possivelmente bloqueando mais aeroportos próximos à Copa do Mundo. “O objetivo desta manifestação é ter um diálogo com vocês, para que nos ouçam. Mas se não, obrigará todos os aeroportos a se juntarem a este tipo de manifestação”, disse ele. “A única coisa que buscamos é a legalidade”. A Secretaria de Infraestrutura, Comunicações e Transportes (SICT) esclareceu em 2025 que a suspensão da Uber não autoriza captar passageiros dentro dos terminais, apenas evita sanções pela atividade, mas proíbe aceitar corridas dentro deles. A Uber, que opera no México há mais de 13 anos, oferece diálogo para modernizar as regulamentações aeroportuárias.