Novos modelos climáticos indicam que a Circulação Meridional de Capotamento do Atlântico pode enfraquecer de forma constante devido à água do degelo da Groenlândia, mas pode se recuperar se os níveis de dióxido de carbono na atmosfera caírem.
A Circulação Meridional de Capotamento do Atlântico (AMOC) leva águas tropicais quentes para o Atlântico Norte, onde elas esfriam, afundam e fluem para o sul. A água doce proveniente do degelo da Groenlândia está se misturando a essa massa de água e desacelerando o processo.
Modelagens feitas por Oliver Mehling, da Universidade de Utrecht, e colegas mostram que apenas o aquecimento atmosférico poderia reduzir a força da AMOC em 60% até 2300. O aumento da água do degelo da Groenlândia reduziria esse valor em mais 20%.
Se os níveis de dióxido de carbono caírem 1% ao ano a partir de 2250, a circulação se recuperaria totalmente por volta de 2400. Mehling afirmou que a água do degelo da Groenlândia, por si só, não é suficiente para levar a AMOC a um ponto de não retorno.
Louise Sime, do British Antarctic Survey, observou que a AMOC parece depender fortemente das emissões acumuladas de CO2, em vez de cruzar um limite irreversível. Outros modelos produziram resultados diferentes, deixando o risco de um ponto de não retorno sem solução.