Pesquisadores descobriram DNA humano ancestral em paredes de cavernas e arte rupestre na Espanha e em Portugal, marcando a primeira descoberta desse tipo em pinturas pré-históricas. O avanço poderá, eventualmente, ajudar a identificar artistas individuais de milhares de anos atrás.
Uma equipe do First Art Project coletou amostras entre 2022 e 2025 em 11 cavernas. Eles detectaram DNA humano ancestral em marcações de ocre vermelho na Gruta do Escoural, em Portugal, bem como em superfícies de paredes sem marcações.
O material genético correspondeu a caçadores-coletores ocidentais que viveram entre 5.200 e 17.000 anos atrás. A Gruta do Escoural foi selada entre 4.000 e 5.000 anos atrás, indicando que o DNA antecede esse período.
Os cientistas observaram que o DNA provavelmente veio de contato direto, e não de sedimentos. Três amostras eram majoritariamente femininas e uma majoritariamente masculina. A descoberta abre possibilidades para estudar se os Neandertais criaram arte rupestre.
Novas coletas ocorreram no início deste mês em cavernas incluindo Nerja e Ardales, na Espanha. Os pesquisadores afirmam que a baixa taxa de sucesso pode melhorar com técnicas aprimoradas.