Células cancerígenas que reduzem o MHC classe I — uma forma comum de escapar das células T “assassinas” CD8+ — podem se tornar mais vulneráveis à destruição pelas células T “auxiliares” CD4+ por meio da ferroptose, de acordo com uma pesquisa liderada pelo Baylor College of Medicine e colaboradores da Universidade de Michigan, publicada na Nature Immunology.
Pesquisadores liderados pelo Dr. Pavan Reddy, diretor do Dan L Duncan Comprehensive Cancer Center no Baylor College of Medicine, relataram que, quando as células tumorais regulam negativamente o MHC classe I, elas podem se tornar mais suscetíveis à eliminação pelas células T CD4+. Usando estudos funcionais em modelos de camundongos e análises de amostras humanas, a equipe descobriu que a redução da expressão de MHC classe I nas células-alvo estava associada à ferroptose, uma forma de morte celular oxidativa dependente de ferro, desencadeada por células T CD4+. O estudo também estendeu as observações para além do câncer, relatando efeitos semelhantes em modelos experimentais de doença do enxerto contra hospedeiro, uma complicação potencialmente grave após o transplante de medula óssea. Para avaliar a relevância clínica, os pesquisadores analisaram conjuntos de dados transcriptômicos e clínicos de pacientes tratados com inibidores de checkpoint imunológico para tumores sólidos e relataram correlações entre o mecanismo imunológico recém-descrito e os resultados dos pacientes.