CGT inicia batalha judicial contra reforma trabalhista

A Confederação Geral do Trabalho (CGT) apresentou uma medida cautelar contra a reforma trabalhista promulgada na sexta-feira pelo Poder Executivo, numerada 27.802. A ação judicial, atribuída ao juiz Enrique Lavié Pico, busca declarar nulos os artigos que transferem competências trabalhistas para a Cidade de Buenos Aires. A federação sindical planeja outra ação na justiça trabalhista.

A reforma trabalhista, que altera drasticamente a relação entre capital e trabalho, foi promulgada nesta sexta-feira pelo Poder Executivo e tem o número 27.802. Essa lei foi o passo aguardado pela CGT para lançar sua ofensiva judicial, que começou com uma medida cautelar no Tribunal Contencioso Administrativo Federal. A apresentação foi atribuída à vara do juiz Enrique Lavié Pico. No documento de 22 páginas, a CGT solicita a declaração de nulidade e inconstitucionalidade dos artigos 90 e 91, que estabelecem a transferência da Justiça Nacional do Trabalho para a Cidade de Buenos Aires. Argumenta que “a eliminação da Justiça Nacional do Trabalho incorre em grave arbitrariedade, e é irracional em vários aspectos, ambos os vícios constituindo causas de inconstitucionalidade segundo a jurisprudência reiterada da Corte Suprema de Justiça da Nação”. A federação sindical destaca sua legitimidade ao representar trabalhadores de todos os setores econômicos e enfatiza a relevância da Justiça Nacional do Trabalho como garantia dos direitos trabalhistas por nove décadas. Afirma também que a reforma libertária contraria o princípio da progressividade dos direitos trabalhistas e contradiz compromissos internacionais, incluindo convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Fontes sindicais indicam que a CGT esgotou as vias parlamentares e de protestos de rua, agora fortalecendo o caminho judicial. Antecipam uma segunda ação na justiça trabalhista, mesmo que essa jurisdição esteja em vias de extinção segundo a lei sancionada pelo Senado na sexta-feira com 44 votos. No círculo interno do movimento trabalhista, menciona-se que juízes trabalhistas podem ser pressionados pelo Governo, mas espera-se que determinem a inconstitucionalidade do texto. Gerardo Martínez, líder da UOCRA e articulador da CGT, criticou a lei durante as Reuniões de Especialistas de 2026 em Washington, organizadas pela Confederação Sindical Internacional (CSI), pelo Comitê Consultivo Sindical da OCDE (TUAC) e pela AFL-CIO. Ali, perante representantes do FMI e do Banco Mundial, afirmou: “Colide coletiva e individualmente com a Constituição Argentina. E infelizmente, o diálogo tripartite não é uma política de Estado, enquanto há uma crise que afeta o desenvolvimento e a produção, e portanto aumenta as demissões e os fechamentos de empregos”.

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Reportado por IA

The IV Chamber of the National Appeals Court in Federal Contencioso Administrativo ordered labor judge Alejandro Ojeda to transfer the labor reform case within 24 hours. The order aims to resolve the jurisdiction dispute and speed up the government's challenge to the CGT's injunction. It marks another setback for the labor union confederation.

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