Os preços dos futuros de café caíram na terça-feira, com os contratos de arábica e robusta fechando em baixa após uma alta inicial. A queda foi impulsionada pela desvalorização do real brasileiro, que estimulou as exportações do maior produtor mundial. Ganhos iniciais decorreram de interrupções no fornecimento no Oriente Médio, mas chuvas benéficas no Brasil moderaram as perspectivas.
Na terça-feira, os futuros de café arábica maio (KCK26) fecharam em baixa de 1,45 centavos, ou 0,51%, enquanto o café robusta ICE maio (RMK26) caiu 67 pontos, ou 1,78%. Os preços haviam subido inicialmente devido a preocupações com o fornecimento decorrentes da guerra no Irã, que paralisou o envio através do Estreito de Ormuz. Essa interrupção aumentou as taxas de frete globais, prêmios de seguro e custos de combustível, elevando as despesas para importadores e torrefadores de café. Os preços dos futuros de café declinaram na terça-feira, com contratos de arábica e robusta fechando em baixa após uma alta inicial. A queda foi provocada pela desvalorização do real brasileiro (^USDBRL) para uma mínima de 1,5 mês ante o dólar americano, o que levou à liquidação de posições compradas nos futuros. A moeda mais fraca torna o café brasileiro mais competitivo no mercado internacional, impulsionando as vendas de exportação dos produtores no país, o maior fornecedor global. Adicionando pressão baixista, chuvas benéficas no Brasil melhoraram as perspectivas para a safra de café. A Somar Meteorologia observou na segunda-feira que as precipitações em Minas Gerais, principal região produtora de arábica do Brasil, melhoraram as perspectivas de rendimento, atuando como fator baixista para os preços. A arábica recuou de uma máxima de uma semana, e a robusta de um pico de duas semanas, refletindo essas influências combinadas no mercado.