A Federação Nacional dos Cafeicultores (Fedecafé) e o governo nacional destinarão 50 bilhões de pesos ao Fundo de Estabilização de Preços do Café para apoiar a fertilização antes do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. A Fedecafé contribuirá com 40 bilhões e o governo com 10 bilhões. A medida beneficiará produtores em 421 municípios.
A Federação Nacional dos Cafeicultores anunciou que investirá 50 bilhões de pesos com o governo no Fundo de Estabilização de Preços do Café, criado em 2019, para garantir a produção cafeeira diante do fenômeno El Niño esperado para o segundo semestre do ano.
A Fedecafé destinará 40 bilhões de pesos para apoiar a fertilização e a renovação em 421 municípios cafeeiros, enquanto o Ministério da Agricultura contribuirá com 10 bilhões de pesos para 208 dos 629 municípios produtores. O programa inclui um bônus de equidade de 5% para mulheres e jovens cafeicultores, com eles cobrindo 70% e o programa 30%.
A decisão do Comitê Nacional do Café impacta 568.000 famílias, sendo 97% com menos de cinco hectares e 91% com menos de três. O preço da carga interna caiu 25%, de 3,2 milhões de pesos em março de 2025 para 2,2 milhões de pesos em março de 2026, com os custos de produção em 1,55 milhão de pesos por carga. A produção nacional cairá de 13,7 milhões de sacas em 2025 para 12,4 milhões em 2026.
O El Niño pode afetar a floração, a qualidade dos grãos e o rendimento, em meio a aumentos globais nos preços dos fertilizantes de até 22,5%. A medida pode beneficiar cerca de 108.000 produtores, segundo a Fedecafé.